terça-feira, 4 de julho de 2017

Mensagem de Fernando Pessoa

A Mensagem
“O mito é o nada que é tudo
Lenda
Ficção
Fantasia
Imaginação   

O tudo partiu sempre do nada (de uma lenda, de uma história, de um sonho…)
Do sonho é que se concretiza tudo
O sonho é o tudo
SONHO
(= Loucura)

Ulisses
Rei lendário da Ítaca, esposo de Penélope e pai de Telemaco. Foi um dos principais heróis do cerco de Tróia, sendo por seu conselho que se construiu o cavalo de Tróia.
A Odisseia de Homero retrata o regresso de Ulisses à pátria. Reza a lenda que Ulisses, nas suas viagens marítimas, veio ao território Ibérico do litoral do Atlântico e fundou no Tejo uma cidade, Ulissipo, hoje Lisboa. Por este facto, Ulisses é considerado o pai mítico, lendário dos portugueses que terão herdado dele a predestinação para as aventuras marítimas. Ao recuperar esta lenda e ao elege-la como um dos primeiros pomas de Mensagem, Fernando Pessoa, que sempre acreditou na força espiritual do mito, pretende atribuir a Portugal uma origem mítica que é mais valioso que qualquer origem histórica.
A Mensagem
A unidade do poema é constituída a partir de valores simbólicos que integram o passado transfigurado em mito e a inversão de um futuro profético e messiânico. A estrutura de Mensagem transfigura e repete a história de uma pátria como o mito de um nascimento, crescimento e morte da nação portuguesa, morte essa que será seguida de um renascimento. Surge a ideia de uma pátria predestinada a grandes realizações, impregnadas de idealismo na medida em que se trata da criação de um império espiritual e em que a ideia condutora é o mito (D. Sebastião), a quimera, o sonho. Portanto, a ideia que Pessoa tenta transmitir na obra é a de que os feitos do passado deverão servir de modelo para o futuro.
Estrutura
Estrutura tripartida simbólica
Brasão – o nascimento da nação
Mar português – crescimento / realização marítima da nação
O encoberto – morte e declínio da nação (D. Sebastião)
MAS … esperança num ressurgimento
. D. Sebastião
. “O Messias”
. Ou “O Desejado”
Brasão
Nesta parte vamos assistir ao desfile de personalidades e à referência a vários momento da nossa história diretamente relacionados com o princípio da nacionalidade nomeadamente no que diz respeito à conquista de territórios, formação e consolidação dos reinos.
Mar Português
Aqui vamos deparar-nos com a realização da pátria através do mar, desfilando heróis empossados da grande missão de descobrir e dar novos mundos ao mundo levando à glória nacional.
O Encoberto
Finalmente faz-se referência à morte e decadência da pátria devido à perda da nacionalidade (1580), embora um novo ciclo se anuncie, ciclo esse que trata o brilho e a grandiosidade perdidos após os descobrimentos. Será a construção do quinto império pela mão de um desejado, um messias imbuído do mesmo espírito de D. Sebastião, forte, lutador, sonhador (louco) e destemido.
Lusíadas vs Mensagem
Lusíadas
Mensagem
Obra poética-relato dos feitos heroicos
Obra épico-lírica – tomar os heróis e feitos da nossa história como um exemplo a seguir
 Construção de um Império territorial
Construção de um império espiritual


Quinto império


Para Padre António Vieira – Assírio, persa, grego, romano
Para Fernando Pessoa – Grego, Romano, cristão, Inglês (Europeu)

PASSADO
(já aconteceu)
FUTURO
(Ainda por acontecer)


SONHO (=loucura)
Sonho = loucura = lenda = mito


D. Sebastião


Mito / Símbolo


Perda da independência e da identidade nacional
(MORTE)
Esperança na ressurreição / ressurgimento de um país glorioso e grandioso
(esperança)
Autores: Sara Marques
Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 19/09/2011

“O mito é o nada que é tudo”










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